Lixo

Para compreendermos o problema que o lixo representa para a vida moderna e buscarmos uma solução efetiva, temos que conhecer suas origens e como se forma.

Também chamado de resíduos sólidos urbanos, o lixo nunca foi tão produzido quanto hoje e passa a ser quase uma obrigação pensar nele. Para a grande maioria, lixo é o imprestável, algo sem valor. Porém o lixo pode ser de grande valia para outros.

No mundo todo temos mais de 6 bilhões de pessoas vivendo e produzindo todo o tipo de resíduo. A grande maioria não se preocupa para onde ele vai ou o que fazer com ele. Plásticos, papéis, papelão, vidro, restos de comida, latas, metais, madeira, panos velhos, e uma outra infinidade de materiais se acumula sem um destino certo.

Na natureza sempre existiu a tão falada reciclagem. Nas florestas: folhas, galhos, troncos e animais mortos se decompõe pela ação de microorganismos e acabam se transformando em solo e nutrientes para outras plantas e animais. Este ciclo vital é contínuo e está em permanente transformação.

Porém o homem acabou inventando uma série de novos materiais difíceis de apodrecer ou degradar-se, sendo impossível seu retorno para a natureza. Todos estes materiais se acumulam contaminando e destruindo o solo, o sub-solo, a água e o ar. Sem contar nos problemas sanitários causados por todo este lixo.

Hoje, pelo crescimento da população que precisa de espaço para viver e produzir alimentos, falta inclusive locais para a deposição adequada destes materiais. Devido a todos estes fatores têm-se falado muito na RECICLAGEM, uma forma de reaproveitar estes resíduos, economizando matéria prima, energia, transporte e gerando empregos nestas atividades.

De acordo com o dicionário Aurélio, lixo é:
1. Aquilo que se varre da casa, do jardim da rua e se joga fora; entulho.
2. Tudo o que não presta e se joga fora.
3. Sujidade, sujeira, imundície.
4. Coisa ou coisas inúteis, velhas e sem valor.

De onde vem o nosso lixo?
No ambiente urbano encontramos a produção do lixo nos mais diversos locais e atividades. Para estudarmos formas de combater o problema é necessário conhecer as diferentes fontes e suas naturezas:

- Lixo doméstico: Produzido nos bairros residenciais, pequenos comércios e serviços. Apresenta uma porcentagem grande de materiais orgânicos: restos de alimentos, vegetais, cascas de frutas e legumes e de materiais recicláveis: latas de alumínio, papel, plásticos e vidro.

- Lixo industrial: Provém das indústrias e empresas de serviços. Geralmente é formado por materiais de mesma composição. Em indústria de papel e celulose, o resíduo é a apara e é totalmente reaproveitada. Hoje as grandes empresas tentam reaproveitar seus refugos como forma de diminuir seus gastos. É de responsabilidade da empresa e por isso algumas dispõem de incinerador ou aterros industriais.

- Lixo hospitalar: Provêm de farmácias, clínicas, hospitais e centros cirúrgicos. É formado por materiais perfuro-cortantes (agulhas descartáveis, lâminas de bisturi), material contaminado com sangue e secreções, meios de cultura e restos cirúrgicos. Material muito perigoso e pode transmitir doenças facilmente. O correto é a esterilização e a correta deposição em valas sépticas de aterros sanitários ou a incineração. Algumas vezes são encontrados resíduos de radioterapia (lixo nuclear) devendo sofrer cuidados especiais.

- Lixo verde: É o proveniente de podas e cortes de árvores, limpeza de praças, bosques e da capinação de terrenos. São galhos, troncos e folhas. Pode ser triturado e utilizado na produção de composto orgânico, utilizado na adubação e produção de mudas em viveiros ou até mesmo em hortas comunitárias.

Lixo Eletrônico: Também conhecido como “e-lixo”, consiste em todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Existem vários pontos de coleta de lixo eletrônico, que atuam tanto na reutilização de aparelhos, como na reciclagem de peças.

- Entulhos: Resíduos de obras, demolições e construções. Formado por tijolos, telhas, restos de cimento, concreto, areia, estruturas metálicas e outros materiais. Utilizado inadequadamente para tapar buracos e erosões. Pode ser reciclado em usinas especiais que trituram o material e produzem um tipo de solo-cimento usado na fabricação de pré-moldados utilizados na fabricação de casas populares.

Para onde vai o nosso lixo?
Experimente conhecer os destinos do lixo e tirar o seu ponto de vista sobre o problema.

- Lixões ou aterros a céu aberto: Local onde o lixo é jogado a céu aberto e sem qualquer proteção ao meio ambiente, causando: poluição do solo, do ar, dos lençóis subterrâneos de água e rios, mau cheiro, proliferação de doenças e animais como ratos, baratas, moscas, urubus e outros. Geralmente existem catadores de lixo que Brasil é o destino final para 90 % do lixo. Quando o lixo é coberto com terra diariamente e existe fiscalização, impedindo a circulação de catadores, dizemos que é um aterro controlado.

- Aterros Sanitários: Local onde o lixo deve ser enterrado numa área impermeabilizada com piche, cimento, asfalto ou plástico para impedir a penetração do chorume (líquido que escorre do lixo) no sub-solo. Geralmente após o lixo chegar, ocorre sua compactação e é recoberto com terra. Um grande problema é que estes aterros têm uma chamada vida útil, ou seja, chega um momento em que não cabe mais lixo e uma nova área deve ser construída.

- Incineradores: Local onde o lixo é queimado a até 1.200 o C e reduzido a cinzas que serão levadas a aterros sanitários. Costumam poluir o ar e causar incômodos na população que vive próxima. É um processo muito caro e é utilizado mais para o lixo hospitalar. Pode ser aproveitado para produção de energia elétrica.

- Centros de triagem ou usinas de reciclagem: Local onde o lixo é separado por catadores. O material reciclável é separado segundo seu tipo e vendido para empresas que promovem a reciclagem. O material orgânico é geralmente descartado.

- Usinas de compostagem: Local onde o lixo orgânico é separado, triturado, peneirado e após processo de compostagem é transformado em adubo orgânico. Geralmente por deficiências o adubo vem misturado a plástico e vidro triturado, podendo ser altamente poluente se for utilizado. Muitas usinas têm problemas ao tentar comercializar o adubo de lixo. Em alguns locais a compostagem é utilizada para produção de biogás para gerar calor ou energia elétrica, dentro de biodigestores. Cerca de 30 % da produção de alimentos vai para o lixo e podia ser transformada em composto.

Curiosidade
O Brasil deixa de ganhar algo próximo de U$ 4,6 bilhões todos os anos por não reciclar o lixo. Porém a iniciativa privada tem agido com força para mudar este quadro. Diversas associações de empresas recicladoras e campanhas sendo lançadas em todo Brasil demonstram o interesse do mercado no reaproveitamento do lixo.

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