Clima

Mudanças climáticas e Efeito Estufa

A Terra deve irradiar energia para o espaço na mesma proporção em que a absorve do sol. Parte dessa radiação de ondas curtas é refletida e repelida pela superfície terrestre e pela atmosfera.

A maior parte dela, contudo, passa diretamente pela atmosfera para aquecer a superfície terrestre. O planeta se livra dessa energia, mandando-a de volta para o espaço, na forma de irradiação infravermelha de ondas longas.

Ao longo dos últimos cem anos, a concentração dos gases que provocam o efeito estufa vem aumentando por causa da maior atividade industrial, agrícola e de transporte, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis, como o petróleo. A queima destes combustíveis, e também de madeira e outros materiais, libera uma quantidade extra de dióxido de carbono para a atmosfera, aumentando a barreira natural que impede a dispersão do calor, que ajuda a manutenção das temperaturas no planeta, gerando o mesmo efeito de uma estufa.

Este aumento de temperatura afeta diretamente nosso ecossistema, provocando inclusive o derretimento das calotas polares - o que pode causar a elevação do nível dos oceanos e conseqüente inundação de cidades litorâneas.

O dióxido de carbono (CO2) e outros gases, como o metano, cumprem a função de reter calor na atmosfera. Porém o aumento das concentrações naturais desses gases na atmosfera destrói a Camada de Ozônio, possibilitando a passagem de raios ultravioletas prejudiciais, e paralelamente aumenta a retenção de calor na superfície do planeta, o que provoca um aquecimento exagerado, colocando em perigo o equilíbrio dos ecossistemas terrestres.

Ações humanas, como desmatamentos, influenciam o aquecimento global uma vez que a retirada de fragmentos florestais interfere na absorção de gases prejudiciais e altera as características naturais de diversos biomas.

Em 1997, em Kyoto no Japão, foi elaborado o Protocolo de Kyoto, estabelecendo que todos os países reduzam a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. No entanto, muitos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, alegaram que a assinatura deste documento acarretaria em prejuízos econômicos.

O Protocolo só entrou em vigor em 2002 e deve expirar em 2012. Nesse período, com a divulgação de relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), alertando para as conseqüências econômicas e sociais das mudanças climáticas, aumentou-se o comprometimento político com a questão. Em dezembro deste ano de 2009 será decidido em Copenhagen, Alemanha, o próximo acordo que vai substituir, com mais rigor, as metas propostas em Kyoto.

Inversão Térmica
A inversão térmica é um fenômeno meteorológico que ocorre principalmente em metrópoles e principais centros urbanos. As radiações solares aquecem o solo e o calor que fica retido no mesmo irradia-se, aquecendo as camadas mais baixas da atmosfera. Essas camadas, que já estão quentes, ficam menos densas e tendem a subir, formando correntes de convecção do ar.

Os poluentes, por serem mais quentes que o ar (portanto, menos densos) sobem e se dispersam nas camadas mais altas da atmosfera. Esse é o fenômeno normal, mas quando uma massa de ar quente que passa sobre uma massa de ar frio, ficando assim acima dele, forma-se uma capa que não deixa os gases poluentes e tóxicos passarem para as camadas mais altas da atmosfera, a isso se dá o nome de Inversão Térmica. Esses gases tóxicos dispersam-se na atmosfera, criando uma névoa sobre a cidade extremamente prejudicial à saúde, principalmente de crianças e idosos, causando com maior freqüência pneumonia, bronquite, agravamento das doenças cardíacas, mal-estares e irritação nos olhos e trato respiratório.

A inversão térmica é mais comum nos dias mais frios do inverno, quando a formação de frentes frias é maior, porém, quando há deslocamento horizontal dos ventos, a camada de ar frio é carregada e o ar quente desce, anulando assim a inversão térmica.

Chuva Ácida
A queima de carvão, combustíveis fósseis e poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio na atmosfera.Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob forma de vapor de água, resultando em chuvas ácidas.

As águas dessa chuva, assim como da geada, neve e neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.

Com o desenvolvimento e avanço industrial, os problemas inerentes às chuvas ácidas têm se tornado cada vez mais sérios. Um dos problemas é o fato das chuvas ácidas poderem ser transportadas através de grandes distâncias, caindo em locais onde não há queima de combustíveis.

A poluição que sai das chaminés é levada pelo vento, sendo que uma parte dela pode permanecer no ar durante semanas antes de se depositar no solo. Nesse período, pode ter viajado muitos quilômetros. Quanto mais a poluição permanece na atmosfera, mais a sua composição química se altera, transformando-se num complicado coquetel de poluentes que prejudica o meio ambiente.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, cerca de 35% dos ecossistemas europeus já estão seriamente alterados e cerca de 50% das florestas da Alemanha e da Holanda estão destruídas pela acidez da chuva. Na costa do Atlântico Norte, a água do mar está entre 10% e 30% mais ácida que nos últimos 20 anos.

Os lagos podem ser os ambientes mais prejudicados pelas chuvas ácidas, pois podem ficar totalmente acidificados, perdendo toda a sua vida. Os dois países com maior interesse em acabar com a chuva ácida são a Grã-Bretanha e a Alemanha.

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