Solo e Erosões


O solo de Bauru, pela classificação agronômica, pode ser dividido em três tipos: latossolo avermelhado textura média (variando de vermelho escuro à vermelho amarelado), solo podzolizado textura média e solo hidromórfico (nos fundos de vale). O solo podzolizado é mais propício à evolução de erosões quando desconsideramos fatores como declividade, drenagem, velocidade das águas, etc.
Devido a estas características e a total falta de planejamento urbano, com ruas desprovidas de galerias de águas pluviais e com a ocupação desenfreada de áreas de cabeceiras e de fundos de vale, Bauru pode ser classificada como a Terra das Erosões.

São mais de 30 gigantescas erosões, sendo 16 delas localizadas dentro da área urbana. As maiores estão localizadas no Parque Roosevelt, na Pousada da Esperança I e II, no Jd. Gasparini, no Jd. Jussara,Jd. Marilú, na Vila Ipiranga, no Núcleo Joaquim Guilherme, no Parque Jaraguá, Jd. Andorfato, Núcleo Bauru 16 e no Parque Viaduto.

Com estas erosões ocorre o assoreamento das Bacias Hidrográficas, com conseqüentes áreas de inundações e enchentes, um problema que demandaria investimentos da ordem de 15 milhões de Reais, em galerias de água pluviais, bacias de contenção, aterramentos e reflorestamento de áreas de preservação permanente.


Erosão localizada na nascente do Córrego Água do Sobrado, ocasinada pela ocupação irrregular nas nascentes deste córrego na construção do loteamento Joaquim Guilherme de Oliveira. Esta erosão é a causa do assoreamento deste córrrego na altura da Avenida Alfedo Maia. O Instituto Ambiental Vidágua protocolou denúncia contra a construtora SAT Engenharia, responsável pelo empreendimento, no Ministério Público Federal, contendo laudo técnico da AGB (Associação dos Geógrafos do Brasil).


Erosão localizada na nascente do Córrego Água do Castelo e que teve origem no desvio de Águas Pluviais e no desvio das águas do próprio córrego.

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