Água

Rio Bauru
Assim que começou a ocupação humana em Bauru, há mais de 100 anos, as primeiras pessoas, já começaram a ocupar áreas nas margens do Rio Bauru. Hoje a cidade inteira está dentro de sua Bacia Hidrográfica, lançando quase todo o esgoto sem tratamento em seus afluentes. Ao sair de Bauru, percorre o município de Pederneiras dentro de propriedades rurais. Chega ao Rio Tietê com enormes blocos de espuma e extremamente contaminado. O Instituto Ambiental Vidágua entregou para o Ministério Público um pedido de Ação Civil Pública para garantir o tratamento de esgotos em Bauru em 1997. A Prefeitura Municipal de Bauru cumpre atualmente um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), está construindo os interceptores, visando a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto em 2012.

Saiba mais sobre o Tratamento de Esgoto em Bauru no ícone, Esgotos, Bauru Ambiental

Sua nascente é na antiga Fazenda Fortaleza (recém loteada no Bairro Lago Sul) onde é chamado de Água da Ressaca. Na zona sul da cidade ele encontra o Córrego Água da Forquilha e a partir daí é chamado Rio Bauru. Atualmente são mais de 1.000 litros por segundo de esgotos sem tratamento lançados em suas águas diretamente em seu leito ou em seus afluentes (Água da Ressaca, Água da Forquilha, Água do Sobrado, Córrego da Grama, Água do Castelo, Córrego Barreirinho, Córrego Vargem Limpa, Ribeirão das Flores e Ribeirão Vargem Limpa). Todos chegam seriamente contaminados ao seu destino final, o Rio Bauru.

Rio Batalha
Cerca de 50% da água consumida em Bauru é retirada do Rio Batalha (493 litros/segundo) e tratada na Estação de Tratamento de Água - ETA, com capacidade de 500 litros/segundo de água potável. A água é conduzida do Rio Batalha para a Estação de Tratamento de Água por duas linhas de adução com diâmetro de 600 mm e comprimento de 2.500 metros cada.

O Rio Batalha nasce em Agudos na Serra da Jacutinga, sendo que sua Bacia Hidrográfica integra 11 cidades (Agudos, Piratininga, Bauru, Avaí, Duartina, Reginópolis, Presidente Alves, Uru, Pongai, Balbinos e Pirajuí). É um dos mais importantes afluentes do Rio Tietê, integrando a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Batalha.

Sua extensão é de 167 Km , sendo que da nascente até a captação de água de Bauru temos 22 Km . Em Bauru além de ter a função social de fornecer a água para a cidade é um marco geográfico. Seu percurso é o limite de município entre Bauru e Piratininga. Nesta região viviam os Índios Caingangs ou Coroados e, devido ao grande número de batalhas entre eles e os Bandeirantes, o rio recebeu nome de Rio Batalha. Hoje os índios ainda vivem na margem do Batalha em Avaí, na Reserva Indígena de Araribá.

Suas matas ciliares foram desmatadas há 50 anos e por isso o processo de erosões e de assoreamento é marcante. Sua qualidade de água é considerada média através de análises. A cidade de Piratininga lança seus esgotos tratados pouco depois da captação de água de Bauru. Piratininga ainda joga seu lixo em uma das nascentes de um afluente do Batalha. Bauru também joga 60 litros por segundo de esgotos no Batalha em diversos pontos.

Em 1996 foi aprovado o novo Plano Diretor do Município de Bauru (Lei Municipal 4.126/96) e nele uma grande vitória foi alcançada, a criação da APA (Área de Proteção Ambiental do Rio Batalha), uma nova área de preservação com a finalidade de facilitar a recuperação deste rio. Neste mesmo ano foi fundada uma nova organização não governamental com a finalidade de recuperar, estudar e preservar o rio, o Fórum Pró-Batalha.

Em 1998, foi aprovada a Lei Municipal n. o . 4.296, que denomina e regulamenta os usos da Área de Proteção Ambiental do Rio Batalha. Em 11 de março de 2002 com a Lei Municipal 4.801, esta proteção se ampliou para toda a Bacia Hidrográfica.

Com o advento da Lei Estadual 10.773 de 1 de março de 2001 a Bacia Hidrográfica do Rio Batalha, com 2.343,77 Km 2 , foi transformada em Área de Proteção Ambiental Estadual. Todavia, é necessário que se crie o Conselho Gestor da APA e a elaboração do Plano de Manejo e Zoneamento Ecológico Econômico.

Através da Lei Municipal n. o 4.838, de 23 de maio de 2002, foi instituído o dia 22 de março como o Dia do Rio Batalha.

Poços e reservatórios
Bauru possui 28 poços profundos que produzem 1.600 litros por segundo de água para Bauru. Esta água somada a do Rio Batalha é armazenada em 44 reservatórios com capacidade de 35.480 m 3 . Temos ainda um número grande de poços profundos, ou mesmo caseiros, por toda a cidade de Bauru e que não são cadastrados, nem possuem a devida outorga do DAEE - Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo. Outorga é a autorização para explorar a água subterrânea.

Em Bauru possuímos quatro formações geológicas, que constituem os aqüíferos explorados: Bauru, Botucatu, Pirambóia e Serra Geral.

A água subterrânea é explorada principalmente no aqüífero guarani (Botucatu/Pirambóia) que se tem revelado um excelente produtor de água. Os poços perfurados a pouca profundidade (até 150 metros ) dão uma vazão média de 55 m 3 /h, enquanto os de profundidades maiores (até 1.000 metros ) e grandes diâmetros, podem atingir até 400 m 3 /h.

Um dos grandes problemas é a retirada excessiva de água subterrânea e a contaminação causada pelo lixo, esgoto, produtos químicos e agrotóxicos.
Ao todo temos 102.535 ligações de água que atendem 99,5 % do município. No distrito de Tibiriçá temos 289 ligações. O DAE perfurou mais 41 poços para o abastecimento de Bauru, sendo que 28 estão em operação atualmente.

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