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Estratégias para Conservação do Cerrado Paulista

O Cerrado é de quem mora!



O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, localizado em uma grande área, que faz fronteira com a Amazônia, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica. Pelo menos 20 milhões de brasileiros vivem em áreas de Cerrado, uma vez que ele ocupa 21% do território nacional, e se faz presente em 10 estados brasileiros. O bioma é composto por um mosaico de ecossistemas que abrigam 5% de toda biodiversidade mundial, e se constitui num importante reservatório hídrico, onde nascem e se alimentam as principais bacias hidrográficas sul americanas - Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata.

Mas a situação de degradação é alarmante. Estimativas indicam que o Cerrado perdeu nos últimos anos mais de 50% da cobertura vegetal em todo o país, principalmente, para o agronegócio. No Estado de S.Paulo com a urbanização desenfreada, expansão das pastagens, eucaliptos e cana-de-açúcar a situação é ainda pior: resta menos de 1% de remanescente.

Pensando nisso, o Vidágua desenvolve desde 2005 o projeto "Estratégias para Conservação do Cerrado Paulista a partir da Mobilização da Sociedade Civil". Saiba mais sobre o projeto aqui neste espaço!

O PROJETO

Em 2005, o Vidágua foi protagonista do projeto "Estratégias para a Conservação do Cerrado Paulista a partir da mobilização da sociedade civil" apoiado pelo GEF/PNUD/PPP-Ecos, que realizou três ações principais: o cadastramento das ONGs que trabalham com o Cerrado, identificando os projetos realizados neste bioma; o fortalecimento da Rede Cerrado do Estado e um workshop para definição de estratégias e ações para conservação do ecossistema, com a avaliação das demandas existentes e criação de um Plano de Ação. Também foi realizado um curso de capacitação para jornalistas sobre o tema Cerrado, buscando mudar o enfoque dado ao meio ambiente pela mídia e colocar o ecossistema em pauta. Dentro do projeto, ainda foram elaborados um vídeo - "Cerrado - Berço das Águas" e duas cartilhas - uma para alunos do ensino fundamental e outra para professores. Assim, o projeto conseguiu colocar o bioma nas agendas pública, empresarial, midiática e até política uma vez que promoveu uma audiência pública na Assembléia Legislativa (SP) para discutir a urgência de uma legislação específica para preservação do Cerrado. Toda esta articulação, juntamente com outras instituições, foi precursora da aprovação da Lei nº 13.550/09 para proteção do Cerrado paulista, aprovado em maio de 2009.



A consolidação

Em 2010, o Instituto Vidágua está desenvolvendo a consolidação e ampliação do projeto com objetivo de alcançar maior efetividade na construção de alianças para conservação do Cerrado paulista, envolvendo organizações não governamentais, universidades, órgãos públicos, comunidades indígenas e assentados e ampliando a área de atuação. A proposta agora é atuar nas 37 áreas estabelecidas como prioritárias para conservação pelo Ministério do Meio Ambiente, de acordo com a Portaria 09/2007, atingindo, indiretamente, os 267 municípios do Estado, que ainda possuem remanescentes do bioma. As ações do projeto têm como base 5 municípios-"sedes" - Assis, Bauru, Botucatu, Ribeirão Preto e São Carlos, onde serão realizados os seminários regionais para promover a articulação dos agentes, estabelecer estratégias e discutir a situação do bioma.



Vale ressaltar que originalmente o Cerrado cobria 14% da região, atualmente resta apenas 1% de remanescente, que está constantemente ameaçado pelo agronegócio, em especial, das produções de cana-de-açucar e eucalipto. As ações querem mudar este paradigma de desenvolvimento e, para isso, vão congregar dados científicos, conhecimento tradicional, ações e pesquisas realizadas por ONGs e instituições públicas e de ensino, e disponibilizar em materiais impressos, via internet, por meio de workshops, retomando e reavivando os contatos feitos no projeto anterior. Além do espaço virtual, estão sendo produzidos folders, mapa-poster, spots de rádio e outros componentes de comunicação.



Mas o diferencial, desta vez, está na criação de um grupo permanente de estudos, pesquisa, discussão e implementação de projetos, o 'Observatório Cerrado Vivo', que será composto por representantes de diferentes setores - órgãos públicos, universidades, sociedade civil, empresas e todos os interessados, garantindo, desta forma, benefícios ambientais e sociais contínuos para a região paulista.



O projeto está em andamento e o Vidágua está agregando parceiros. Se você se interessou, mora, trabalha ou estuda em alguns dos municípios "sede" e quer participar ativamente desta iniciativa, entre em contato com o Vidágua: contato@vidagua.org.br.



Acompanhe as ações do projeto


NO CERRADO TAMBÉM TEM COMIDA, ARTE E SAÚDE!

A importância do Cerrado se expande também para as áreas medicinais, gastronômicas e até ornamentais. Sim! No Cerrado tem saúde, medicina e também muito artesanato e decoração. Diferentes espécies do Cerrado são utilizadas para aliviar ou mesmo curar determinadas mazelas, como são os casos do Barbatimão usado para o tratamento de nefrites, feridas, diarréias; Jatobá do Cerrado que é indicado para tratamentos respiratórios, expectorantes e também para estimular o apetite; a Lobeira utilizada como vermífugo e o Araticum que atua na prevenção de doenças degenerativas. Para comer também há espécies diferenciadas que dão o toque especial ao prato como o Pequi, Cagaita e a Mangaba, além das já conhecidas Goiaba e Gabiroba. No artesanato o grande ícone do Cerrado é o Buriti – sua fibra, por exemplo, é utilizada para os mais diferentes usos ornamentais.



O Projeto "Estratégias para conservação do Cerrado Paulista..." realizou um levantamento do conhecimento tradicional sobre as espécies de Cerrado com os assentados do Projeto de Assentamento Horto Aymores, entre Bauru e Pederneiras, e com e os indígenas da Aldeia de Araribá no município de Avaí. Através de um questionário livre, os participantes foram questionados sobre as espécies de Cerrado que conheciam tanto da fauna como da flora, se utilizavam plantas para fins medicinais, alimentação ou mesmo artesato, buscando compreender e valorizar o Cerrado nestas comunidades.



Os animais mais citados foram: Tatu, Veado, Tamanduá, Onça parda, Seriema, Jaguatirica, Jararaca, Lobo-guará, Cascavel, Capivara, Gambá, Tucano. . Já as plantas mais lembradas foram o Jatobá, Pequi*, Barbatimão*, Ipê, Gabiroba, Angico, Araticum, Sucupira branca, Goiabeira*, Peroba, Quaresmeira, Buriti, Guaraguatá´/Gravatá*, Maracujá*, Juá*, Guaco*
*Utilizadas para alimentação e medicinal




Quer saber mais sobre a utilização das espécies do Cerrado?

http://plantas-medicinais.me

http://www.biologo.com.br/plantas/cerrado/

http://www.nordestecerrado.com.br/articulacao-pacari-de-plantas-medicinais/

http://www.centraldocerrado.org.br

http://www.ceppec.org.br/o_cerrado.php


SIM, TEM CERRADO EM SP!

O Estado de São Paulo contava originalmente com 12% de sua área coberta com vegetação de Cerrado e, que hoje, resta menos de 1% remanescente. O bioma foi por muito tempo desvalorizado e considerado de qualidade inferior, cedendo lugar, na maioria das vezes, à agropecuária e a urbanização. A destruição do Cerrado ocorreu num ritmo avassalador a partir da década de 60, com uma destruição de 90% de sua área, piorando a situação em 1970 com o estabelecimento do Pro-Álcool, seguido pela expansão da citricultura na década seguinte. Como conseqüência, além da pequena quantidade de remanescentes, os mesmos estão extremamente fragmentados. Segundo a pesquisa "Diretrizes para a Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de S.Paulo" (Programa Biota/Fapesp, 2008) da área original, restam atualmente somente 230 mil hectares, pulverizados em 8.300 fragmentos. Mais de 4 mil deles têm menos do que 10 hectares, e somente 47 com uma área superior a 400 hectares A extrema fragmentação dos habitats é um dos principais problemas para a conservação dos Biomas e das espécies que neles habitam, aponta o Programa Biota.



Pesquisadores indicam a implementação de UCs (Unidades de Conservação) como forma mais efetiva para a conservação da biodiversidade, incluindo a flora e fauna, e outros processos ecológicos, alem da conservação de valores históricos, arquitetônicos, arqueológicos e culturais das populações e das comunidades tradicionais que vivem no seu interior e no seu entorno. Outras medidas eficientes são políticas públicas com legislação e fiscalização apropriadas.



O Estado de São Paulo está tomado pelas monoculturas de cana-de-açúcar e eucalipto, ou pastagens para a pecuária, práticas que ocasionaram a quase extinção da vegetação nativa, e impedem a proteção. Neste sentido, a sociedade precisa se mobilizar para garantir o que ainda resta do bioma. A pressão social faz a diferença. Em 2009, São Paulo passou a ser o único Estado com uma lei especifica para conservação do Cerrado - 13550/2009 com critérios mais rígidos para a utilização e preservação do bioma do que o próprio Código Florestal Brasileiro. Entre as novas medidas, está a implementação de restrições mais severas para a concessão de licenciamentos em regiões do Cerrado. Nas áreas de Cerradão, por exemplo, onde a vegetação tem mais de 90% de cobertura de solo e no cerrado Strictu-sensu, que possuem árvores e arbustos tortuoso está proibido qualquer tipo de intervenção humana.



Banco de dados Cerrado Paulista

O projeto "Estratégias para Conservação do Cerrado..." levantou os trabalhos realizados com o Cerrado Paulista em diferentes Universidades do Estado, na tentativa de compor um banco de dados sobre o bioma, compilando as informações e trabalhos disponíveis que vão contribuir para um maior e melhor conhecimento sobre o Cerrado. As informações organizadas vão sistematizar as consultas e os dados e podem contribuir com a implantação de políticas públicas, conseqüentes Unidades de Conservação e outras estratégias para conservação do bioma.

Caracterização dos remanescentes de vegetação nativa do município de Ribeirão Preto, SP

Caracterização físico-hídrica e morfológica dos solos em uma toposseqüência sob savana florestada (cerradão) em Assis, SP

Composição florística e espectro biológico de um fragmento de cerrado no município de Bauru, SP

Composição florística e estrutura fitossociológica de uma área de cerrado pertencente ao campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista - Unesp, SP

Dinâmica físico-hídrica de uma toposseqüência de solos sob savana florestada (cerradão) em Assis, SP, Brasil

Consequências das mudanças climáticas globais na distribuição geográfica de espécies arbóreas de cerrado

Diversidade de aracnídeos em relação á complexidade da vegetação de três fisionomias de cerrado na estação ecológica de Itirapina, SP

Seleção de fragmentos prioritários para a criação de unidades de conservação do Cerrado no estado de São Paulo

Variabilidade observada da umidade do solo em floresta tropical e cerrado

Recursos genéticos e conservação de plantas medicinais do cerrado

Qual espécie melhor representa o cerrado?

O ensino de ciências, a biodiversidade e o cerrado

O ensino de botânica no cerrado: análise dos comentários dos participantes durante as atividades práticas de campo

Espécies vegetais medicinais em remanescentes de cerrado

Espécies medicinais de cerrado (sensu lato) na região de Botucatu,SP: abordagem multidisciplinar.
Divulgação e conservação da flora do cerrado do estado de São Paulo

Composição de espécies vasculares de campo sujo e campo úmido em área de cerrado, Itirapina – SP, Brasil

Composição florística de remanescente de cerrado sensu stricto em Botucatu, SP

Flora fanerogâmica não-arbórea do cerrado na estação ecológica de Assis, Estado de São Paulo

Os efeitos pós-fogo na taxa de cruzamento de um arbusto do cerrado

O gênero pythium pringsheim de áreas de cerrado no Estado de São Paulo, Brasil

Relação entre solo, vegetação e topografia em área de cerrado (Parque Estadual de Vassununga,SP): como se expressa em mapeamentos?

Anatomia foliar de bromélias ocorrentes em áreas de cerrado do Estado de São Paulo, Brasil


Levantamento florístico no cerrado de Pedregulho, SP, Brasil

Estrutura de um cerrado strico sensu na gleba cerrado Pé-de-Gigante, Santa Rita do Passa Quatro, SP

Caracterização de dois estratos da vegetação em uma área de Cerrado no município de Brotas, SP, Brasil

Eficiência do manejo no controle de duas espécies de gramíneas invasoras em cerrados paulistas

Unidades demonstrativas de restauração ecológica através de técnicas nucleadoras: floresta estacional semidecidual, cerrado e restinga

Insetos visitantes florais em áreas de cerradão e cerrado sensu stricto no Estado de São Paulo

Metodologia de identificação e quantificação de áreas queimadas no cerrado com imagens avhrr/noaa

Mamíferos de médio e grande porte num remanescente de cerrado no sudeste do Brasil (Itirapina,SP)

Relação solo-água-vegetação em uma toposseqüência localizada na Estação Ecológica de Assis, SP

Tamanho populacional, seleção de habitat e área de vida de algumas espécies de aves endêmicas e ameaçadas da estação ecológica de Itirapina, São Paulo

Estimativa de biomassa vegetal lenhosa em cerrado por meio de sensoriamento remoto óptico e de radar

O processo de regeneração natural e a restauração de ecossistemas em antigas áreas de produção florestal

Análise geográfica computadorizada na estimativa de qualidade ambiental para mamíferos de médio e grande porte

Métodos de amostragem no levantamento da diversidade arbórea do cerradão da estação ecológica de Assis

Caracterização da vegetação remanescente visando à conservação e restauração florestal no município de Paulínia – SP

Carbono em solos de cerrado: efeitos do uso florestal (vegetação nativa de cerradão versus plantios de eucalyptus e pinus)

Atitudes de produtores rurais: perspectivas de conservação dos fragmentos de cerrado do assentamento reunidas, Promissão, SP

Caracterização da vegetação natural em ribeirão preto, sp: bases para conservação

Avaliação dos impactos ambientais de plantações de eucalipto no cerrado com base na análise comparativa do ciclo hidrológico e da sustentabilidade da paisagem em duas bacias de segunda ordem

Gestão das áreas de proteção ambiental – APAS - no Estado de São Paulo: estudo e avaliação

Métodos de geoprocessamento na avaliação da susceptibilidade do cerrado ao fogo

Riqueza e abundância relativa de aves de dois fragmentos de cerrado na região central do estado de São Paulo

Estrutura e funcionamento de copas em espécies arbóreas de cerrado com distintas fenologias foliares

Relações hídricas e fotossíntese em espécies lenhosas de um cerrado stricto sensu em São Carlos, SP

Florística e fitossociologia das espécies lenhosas no cerrado da fazenda canchim (São Carlos,SP)

Estrutura e diversidade florística das diferentes fisionomias de cerrado e suas correlações com o solo na Estação Ecológica de Jataí, Luiz Antônio, SP

Estrutura de comunidades de aves em áreas de cerrado da região nordeste do Estado de São Paulo

Diversidade funcional: como incluir a variação intraespecífica e o efeito do fogo em comunidades vegetais do cerrado

Análise da fragmentação de áreas de vegetação natural e semi-natural do município de Santa Cruz da Conceição, São Paulo, Brasil.

Diagnóstico e riscos ambientais relacionados à fragmentação de áreas naturais e semi-naturais da paisagem. Estudo de caso: município de Araraquara, SP.

Valoração econômica da função ambiental de suporte relacionada às atividades de turismo, Brotas, sp.

Conservação e utilização sustentável da biodiversidade vegetal do cerrado e mata atlântica: diversidade química de plantas nativas de mata e cerrado e seu potencial

Análise florística e estrutural do componente arbustivo-arbóreo de remanescente de cerrado sensu stricto em Botucatu, São Paulo. 2006.

Aspectos florísticos e estruturais de três fisionomias de Cerrado no município de Pratânia, São Paulo. 2010.

Vascular flora of a cerrado sensu stricto remnant in Pratânia, state of São Paulo, southeastern Brazil

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